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Adriano Rafael Moreira criticou a actuação do executivo no que se refere ao sector dos transportes públicos.
No debate sobre o aumento dos preços dos transportes públicos, Adriano Rafael Moreira recordou Ramalho Ortigão que afirmava que “para o actual Governo, o anterior é sempre o maior dos incompetentes”. Contudo, o social-democrata recordou que “o anterior Governo já era do Partido Socialista e chefiado pelo actual Primeiro-Ministro”. O parlamentar criticou as declarações contraditórias e respectivos desmentidos dos vários membros do governo que se disponibilizaram para intervir neste lamentável episódio do preço dos bilhetes dos transportes públicos. “Este episódio do aumento do preço dos transportes públicos é apenas mais um de uma novela que os portugueses têm vindo a assistir, e cujo final desconhecem, mas já antecipam que não será feliz”, acrescentou. Adriano Rafael Moreira considera que este aumento das tarifas só pode acontecer no “mês de Janeiro, desde que no ano anterior os critérios económicos, legais e administrativos se tenham verificado” e, como tal, o Secretário de Estado dos Transportes terá que “aguardar pacientemente que o ano termine, para então analisar se deve ou não existir aumento dos transportes em Janeiro”. “Até lá, sugerimos que nos seus afazeres encontre tempo para ir a Madrid saber junto do seu colega espanhol qual o ano em que irão ser adjudicadas as obras dos 410 kms da linha de alta velocidade Madrid-Badajoz que ainda se encontram em fase de estudo ou projecto”, acrescentou. O deputado recordou que no debate do orçamento de Estado o PSD havia chamado a atenção para o crescente endividamento e défice operacional das empresas públicas de transportes, obrigando o Primeiro Ministro a admitir que existe de facto um problema de sustentabilidade nas empresas públicas de transportes. “Mas nada fez ou faz para combater este problema”, acresentou. Para Adriano Rafael Moreira só há um culpado pela situação de abandono em que o sector público de transportes se encontra : o Governo. “Urge pôr fim a este desgoverno e definir um plano global de intervenção no sector dos transportes públicos, que não se compadece com intervenções avulsas e fruto da pressão do momento”, concluiu. |
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